É a doença da Flavescência Dourada uma ameaça para a vitivinicultura portuguesa?

A doença da Flavescência Dourada, com expansão cada vez maior na Europa é uma doença devastadora, tendo-se tornado, nesta última década, uma ameaça para a viticultura nacional.


O setor vitivinícola é bastante importante na economia portuguesa, ocupando a 12.ª posição no ranking mundial de países produtores de vinho e o 9.º no ranking do comércio mundial. Exporta para 142 países (27 europeus e 115 países terceiros). Os seguintes números traduzem esta importância (IVV, 2016):


• 725 milhões de euros de exportações de vinho português;


• 11% do VAB das Indústrias Alimentares e Bebidas;


• 1,5% do valor total das exportações nacionais de bens é assegurado pelo vinho português;


• 66% é a representatividade dos vinhos portugueses na exportação dos produtos “bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres” portugueses;


• 45% é a percentagem de produção de vinho exportada.


Com inúmeras castas nacionais e vinhos com qualidade internacionalmente reconhecida, é um setor a dar particular atenção, desde a planta até ao produto final – uva e vinho: não existirão bons vinhos sem vinhas saudáveis e produtivas.


A “Flavescência Dourada” é uma grave doença da vinha, detetada no ano de 2007 em Portugal (Sousa et al., 2009, 2009a), causada pelo fitoplasma ‘Grapevine flavescence dorée’ ou ‘Candidatus Phytoplasma vitis’. É transmitida por um cicadelídeo Scaphoideus titanus Ball (ST). A doença da Flavescência Dourada sobrevive e multiplica-se na videira e no inseto vetor durante toda a vida de ambos os hospedeiros.


A doença da Flavescência Dourada é uma doença devastadora na Região Demarcada dos Vinhos Verdes (perda de produção e morte de videiras), encontrando-se já presente na região de Trás-os-Montes (Vila Real) (Despacho n.º 9969/2016), tendo-se tornado, nesta última década, uma ameaça para a viticultura nacional.


Sem a aplicação de medidas de controlo para conter a sua disseminação, esta doença pode causar graves prejuízos, e mesmo conduzir à perda total da produção nas cultivares mais sensíveis. A deteção precoce e a intervenção atempada no controlo da doença promoverão a redução dos focos de infeção e do número de tratamentos aplicados ao inseto vetor.


Urge assim encontrar rapidamente (investigação, empresas, viticultores e serviços oficiais) soluções alternativas e integradoras de controlo e contenção das pragas e doenças das plantas cultivadas, e neste caso em particular, para a doença da Flavescência Dourada.

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